A maneira mais simples de fazer um vídeo vertical para Reels e Shorts é pegar um vídeo horizontal já pronto e cortá-lo pelo centro. O resultado quase sempre é reconhecível logo no primeiro quadro — e não no bom sentido. A Telematic resolve isso de outra forma: o teaser não é um recorte, mas uma obra independente inspirada no roteiro principal.
Por que o recorte não funciona
A composição horizontal é feita para um quadro amplo: textos e objetos são distribuídos por toda a largura, e detalhes importantes podem ficar nas bordas. Ao fazer um recorte mecânico para o formato vertical, parte do quadro se perde — as legendas saem do lugar e o objeto principal fica fora da área visível. É possível corrigir problemas pontuais, mas isso não resolve a questão central: o ritmo e a edição de um vídeo vertical devem ser diferentes dos de um horizontal, porque o contexto de visualização também é diferente.
Como o teaser é produzido
O teaser é criado com base no roteiro do vídeo completo, já editado — ou seja, usa a mesma base narrativa, os mesmos fatos e a mesma estrutura, mas é refeito em storyboard para o formato vertical e uma duração menor. O sistema aguarda a conclusão do roteiro do vídeo completo e só então inicia a geração do teaser, garantindo que o trailer seja coerente com o conteúdo do vídeo principal.
Sem chamada para ação
O teaser tem uma lógica própria: não é voltado à venda, mas à divulgação. Ele não inclui deliberadamente um funil de CTA para uma ação específica — apenas um convite para assistir ao vídeo completo. É uma escolha consciente: o formato vertical curto segue as regras do feed de recomendações, no qual chamadas agressivas para ação reduzem a taxa de conclusão e prejudicam o próprio vídeo.
Integração entre formatos
Depois da publicação, os dois vídeos — o completo e o teaser — são vinculados: cada um recebe uma indicação de orientação e um link para o outro. No YouTube, isso é feito na ordem correta: primeiro, é publicado o vídeo longo e, só depois, o curto, que direciona para ele — e não o contrário.
Versionamento em caso de nova geração
Se o roteiro ou a edição do vídeo principal mudar e você produzir uma nova versão, o teaser terá seu próprio versionamento de arquivo. A versão anterior não é sobrescrita sem aviso, e você pode voltar à versão desejada caso a nova geração fique pior.
Quando vale a pena usar os dois formatos
Se o público da marca está dividido entre o YouTube e os formatos curtos (Reels, Shorts, VK Clips), a combinação “vídeo completo + teaser” atende aos dois canais com uma única geração de roteiro, em vez de exigir duas produções independentes. Para conteúdos que existem em apenas um formato, o modo individual já é suficiente — não faz sentido pagar a mais por um teaser que não leva a lugar nenhum.
