“Vamos contratar um influenciador com o público certo, e ele fará um vídeo para nós” — uma solução que parece rápida e simples, até chegar a pergunta: “O que teremos daqui a seis meses, além de um único vídeo patrocinado no canal de outra pessoa?”. Contratar um influenciador e produzir vídeos com automação de IA são, na verdade, soluções para objetivos diferentes. Compará-las diretamente pelo preço por vídeo é ignorar a principal diferença: uma dá acesso imediato ao público de outra pessoa; a outra constrói um canal próprio, que continua com a empresa.
Neste artigo, vamos analisar as duas opções com honestidade — sem afirmar que uma delas é sempre melhor, mas explicando para quais objetivos de negócio cada abordagem é realmente mais eficaz.
O que a empresa compra ao contratar uma ação com um influenciador
Anunciar com um influenciador é, essencialmente, alugar por tempo limitado a confiança que ele tem junto ao público. Você paga para que alguém em quem os seguidores já confiam recomende seu produto pessoalmente. O preço dessa ação varia bastante de acordo com o tamanho e o nicho do influenciador: pode ir de algumas dezenas de milhares de rublos em canais menores e especializados a centenas de milhares ou mais no caso de influenciadores grandes, com amplo alcance. Ainda assim, o preço quase nunca garante resultados — a conversão depende de quão natural é a inserção da publicidade, de quanto o público do influenciador se sobrepõe ao público-alvo do produto e de quanto o próprio influenciador está alinhado com a marca no momento da gravação.
A principal característica desse modelo é o efeito temporário. O vídeo é publicado e gera um aumento no tráfego ou nas vendas nos primeiros dias. Depois, o efeito diminui, e um novo aumento exige outra ação paga. Enquanto isso, a empresa não ganha um ativo próprio — um canal, um público ou um acervo de conteúdo acumulado: todo o alcance pertence ao influenciador, não à empresa.
O que a automação de vídeos com IA oferece
A automação de vídeos funciona segundo uma lógica oposta: em vez de alugar pontualmente o público de outra pessoa, a empresa constrói um canal próprio com um fluxo regular de conteúdo — no YouTube, Telegram ou VKontakte — e, aos poucos, forma sua própria base de seguidores, que continuará com ela mesmo que decida mudar de plataforma de divulgação. Os vídeos são produzidos a partir de fontes que a empresa já tem: notícias do setor, artigos, transcrições de vídeos relevantes ou simplesmente textos retrabalhados pela IA, que preserva os fatos e adapta o tom desejado. Ou seja, o conteúdo não é criado do zero para cada peça: ele é produzido de forma sistemática a partir do que a empresa já tem.
Em geral, o custo de um vídeo produzido com automação é muito menor que o de uma ação com até mesmo um influenciador de porte médio. E, principalmente, esse custo não aumenta tão rapidamente conforme cresce o número de vídeos: depois de configurado para seguir a identidade visual, a voz e o formato de publicação, o sistema produz os vídeos seguintes praticamente com o mesmo custo do primeiro.
Quando é mais justo escolher um influenciador
Não seria honesto escrever um artigo que simplesmente vendesse a automação como solução universal. Há objetivos em que contratar um influenciador é, sem dúvida, a melhor opção. Se a meta é gerar um pico rápido e pontual de alcance para o lançamento de um produto específico, chegar a um público de nicho muito particular — difícil de reunir de forma orgânica — ou obter prova social (“uma pessoa em quem confiam está me recomendando”), uma ação com um influenciador atende a uma necessidade que um canal próprio com conteúdo regular não consegue suprir, pelo menos não com a mesma rapidez.
Quando um cliente nosso lançou um novo produto em um nicho B2B restrito, em que o público-alvo estava concentrado em alguns canais especializados do Telegram, uma ação pontual com um influenciador do setor alcançou aquele público específico mais rapidamente do que seria possível fazendo crescer um canal próprio do zero. Mas, depois do lançamento, foi justamente o canal próprio automatizado que garantiu um fluxo constante de conteúdo para o mesmo público por meses — ou seja, uma ferramenta não substituiu a outra: cada uma resolveu uma etapa diferente, em vez de objetivos paralelos.
A armadilha de “influenciador no lugar de estratégia de conteúdo”
Um erro comum das empresas é tratar as ações com influenciadores como substitutas da própria estratégia de conteúdo, e não como um complemento a ela. A empresa investe em uma série de ações, consegue picos de tráfego, mas não constrói nada duradouro: não tem um acervo próprio de vídeos, nem um público nos seus próprios canais, nem um sistema que continue funcionando caso o orçamento de publicidade seja reduzido temporariamente. Assim que o orçamento para as ações acaba, todo o efeito desaparece até o próximo investimento.
Nesse sentido, a automação de vídeos funciona como um ativo, não como uma despesa pontual: a biblioteca de vídeos permanece no acervo de mídia da empresa e pode ser reutilizada; o público dos canais próprios cresce de forma cumulativa; e o custo de produção do próximo vídeo não depende de quanto ainda resta do orçamento trimestral.
Como comparar as duas opções de forma justa para o seu negócio
Antes de escolher, vale a pena fazer três perguntas. Você precisa de um pico rápido e pontual de alcance para um evento específico ou, para o negócio, é mais importante ter um fluxo constante de conteúdo pelos próximos meses? Existe um influenciador específico em quem seu público-alvo já confia e cujo público você pode alcançar de forma direcionada, ou esse público está espalhado por várias plataformas? A empresa está disposta a investir em um canal próprio como ativo de longo prazo ou, neste momento, é mais importante resolver uma necessidade imediata de vendas?
Se as respostas apontarem para uma ação pontual e direcionada, contratar um influenciador continua sendo uma ferramenta válida e justificável. Se o objetivo é construir um fluxo previsível e replicável de vídeos em várias plataformas, sem aumentar constantemente o orçamento a cada novo conteúdo, a automação tende a ser mais vantajosa a longo prazo. Na prática, empresas mais maduras costumam usar as duas ferramentas ao mesmo tempo: ações pontuais com influenciadores para gerar picos específicos e um canal próprio automatizado como ativo básico em funcionamento contínuo.
